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Com pena minha, não participei no dia de raiva que mais queria. Era muito puto quando a raiva nacional desceu as ruas, subiu aos largos e virou o rumo das nossas vidas. Desde sempre, foi um dia que recordei através de familiares, das imagens da televisão, da escola e da minha formação pessoal. Gostava de ter vivido esse dia na rua do mesmo modo intenso e carismático como hoje comemoramos os campeonatos de futebol. O 25 de Abril representa a raiva portuguesa. Sem sangue, sem morte mas com total convicção do que queremos para a nossa vida. Quando este disco e esta banda era ainda um embrião revolucionário, tive a certeza que a raiva (essa palavra cujo som nos coloca de pé atrás) seria exercida com um sorriso nos lábios. Foi com base nessa necessidade juvenil e imberbe que estes dias de raiva foram vividos. Este disco, estes músicos e os dias de prazer que observei a produzir esta gravação foram únicos nesta aventura que se chama “Optimus Discos” Henrique Amaro
Henrique Amaro |
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